Antes, cadernos e quadro-negro reinavam
absolutos nas salas de aula. Hoje, dividem espaço com tablets, netbooks e
lousas digitais. Se os novos estímulos tornam as aulas mais dinâmicas e
interessantes, eles podem ser uma ameaça ao rendimento escolar. Para assegurar
o bom desempenho de jovens e crianças, especialistas alertam: o acesso às
ferramentas tecnológicas deve ser constantemente monitorado.
Desde o ano passado, o Colégio Pitágoras
Cidade Jardim, no Rio de Janeiro, estimula o uso da tecnologia dentro da sala
de aula. Para isso, os cerca de 1.100 alunos têm acesso a diferentes
plataformas, disponibilizadas de acordo com a tarefa prevista. Segundo a
gerente de conteúdos e serviços pedagógicos da educação básica da Rede
Pitágoras, Adélia Martins de Aguilar, os tablets auxiliam os professores
durante a pesquisa. "É um mecanismo para consumo de conteúdo", diz.
Já nos momentos de produção textual, por exemplo, a proposta é lançar mão do
netbook.
Antes de liberar totalmente o acesso a
conteúdos disponíveis na web, a escola deve tomar uma série de cuidados.
Segundo Adélia, no caso do Pitágoras, softwares ajudam a monitorar o que os
alunos fazem enquanto estão com os olhos grudados na tela. "É possível
acompanhar em tempo real tudo o que eles fazem. A mídia é sedutora, dá muitas
possibilidades. Eles precisam de orientação", afirma.